12/01/2020
VALORIZE A MULHER QUÊ TEM
A vida é como a bola de futebol, ela gira e não sabemos cada lado da esfera e nem como pôde pára. Assim, é a vida hoje estamos para cima, amanhã abaixo, por isso, devemos cuidar e respeitar cada pessoa que cruza a nossa vida. A colheta da vida depende do quê plantamos hoje: se plantar amor vai colher amor, se plantar desprezo provavelmente a colheta será despreso, é a lei da vida dar para receber. Estou no meu portão observando a rua, com um "cadje" da zona, o Valdemir Watukeba. Quando de longe observamos, mais um "Man Dani" da vida real, era o kota Zebedeu, em costado ao carro estragado. Tio Zebedeu é o bêbado quê está sempre bêbado, nunca o vi sério, seja manha ou noite. O kota está sempre com um "Best", quando não, tomou a capuca das ponteiras ou kimbombo da tia Joaninha. Ele é roboteiro da praça dos Correios, ele não tem moradia, dormi nas obras abandonadas. Disse, o Watukeba: "o tio Zebedeu aí mesmo onde está dormi." Perguntei ao Watukeba: - Mas este mais-velho não tem família? Respondeu-me: "Ele tem família: filho professor, filho advogado e uma médica". Exclamando: - fala sério, rapaz! Continuei perguntando: - Onde estão estes filhos? O porquê não olham o pai. Respondeu-me Watukeba: " kota, aquém é merecidíssimo sofrer porque é o "diabo" de si mesmo. Observando a tristeza com quê falou. Fiquei muito curioso em saber, o porquê assim falara. Perguntei novamente :- Watukeba, o que sabes da vida do kota? Respondeu: " Não tenho nada contra o kota. Mas o conheço antes de estar aqui e assim. Ele vivia no bairro Malanjino, junto a Praça dos Mandongos. Foi marido da tia Bela, amiga da minha mãe. Tio Zebedeu era bom, enquanto não teve nada. Tia Bela era zungueira e vendia kisangua. Boa esposa e mãe. O tio Zebedeu não trabalhava, tia Bela tudo fazia para aguentar a casa e a família também. Já tinham três filhos. O tempo passou. Tio Zebedeu consegui um bom emprego, passou a ser o dono da massa "dinheiro", ele já não chegava em casa, não ajudá os filhos. Até que um dia ouvimos quê vazou com a mulata do bairro pop**ar, da rua do Pisca. Tia Bela, já não era "dama", abandonando os filhos, com: fone, doença e sem falar a escola. Tia Bela é mulher sábia, formou todos filhos com o dinheiro da zunga, mesmo na dificuldade, com baçulas e corridas da nossa polícia. Conseguiu vencer a vida e tornou-se empresária. Hoje tem filhos doutores que lhe ajudam muito, ela vive no kilamba. Passando mais de vinte anos, fora da família, perdeu o emprego, a mulata traiu-lhe, e fugiu com um "tuga", o quê era chamado "p**a da obra", com toda massa do kota Zebedeu e hoje vivem em Portugal. Tio Zebedeu, caiu na desgraça e acabou no vício do álcool". Fiquei surpreso com a conversa, disse a Watukeba: - Magoar uma pessoa é fácil, difícil é quando você sente falta dela e ela já não está ao seu lado. Watukeba tome sempre cuidado para não perder quem lhe ama de verdade. Algumas coisas levam tempo as conseguir, as outras o tempo leva. Afirmou o Watukeba: "Isso, é verdade. Mas aprendi com a história de vida do tio Zebedeu que a vida é a melhor mestra as lições que nos ensinam lembramos para sempre". Por outra, Watukeba, não se esqueça: - Valorize àquela mulher que está contigo, quando você não tem nada na vida, mas apoiou-te e não saiu do seu lado. Valorize, a mulher quê anda, embaixo de chuva com você, sem se preocupar com a peruca se molhar. Aquela mulher que quando tinhas umas calças o aceitou. Valorize àquela que está com você, não porquê ela precisa de você, mas porque ela quer estar com você. Sinta orgulho da mulher quê você tem as mãos. Jamais a compará com ninguém, a única comparação quê você deverá fazer é da vida dela hoje e a vida que ela deixou atrás para ficar com você, então, não cobre nada da sua amada. A mulher que assume um compromisso com você, não olha no seu passado nem a crítica por isso, é com você quê ela está, então, cuide dela, jamais a mágoa. Você não saberá a injustiça quê está cometendo e como futuro o cobrará. Assim, terminou a conversa com Watukeba, também o tio Zebedeu levantou-se e foi dormir na obra abandonada.
Página: Casal-Feliz