20/06/2026
Os últimos vídeos sobre o ambiente do beach tennis geraram milhões de visualizações e milhares de comentários.
E, no meio de muitas reflexões importantes, eu vi algo que me chamou atenção.
A facilidade que algumas pessoas têm de diminuir aquilo que faz sentido para os outros.
“Isso nem é esporte.”
“Isso é frescura.”
“Vocês não são atletas.”
“Problema de gente rica.”
E eu fiquei pensando…
Será que essas mesmas pessoas falariam exatamente isso olhando nos olhos de quem está do outro lado?
Porque atrás de uma tela é muito fácil esquecer que existe um ser humano recebendo aquilo que você escreve.
E talvez essa seja uma das maiores armadilhas das redes sociais.
A sensação de que podemos falar qualquer coisa sem considerar o impacto que aquilo tem na vida de alguém.
O mais curioso é que eu nunca fiz esses vídeos para provar que o beach tennis é melhor que qualquer outro esporte.
Muito pelo contrário.
Eu acredito que todo esporte tem o potencial de transformar vidas.
E quem trabalha com pessoas sabe disso.
Tem gente que saiu da depressão através do esporte.
Tem gente que encontrou amigos.
Tem gente que venceu o sedentarismo.
Tem gente que recuperou a autoestima.
Tem gente que voltou a sair de casa.
Tem gente que encontrou um motivo para continuar.
Então talvez a pergunta não seja se você gosta ou não de beach tennis.
A pergunta talvez seja:
Por que sentimos tanta necessidade de diminuir aquilo que está fazendo bem para outra pessoa?
Porque você não precisa gostar.
Não precisa jogar.
Não precisa concordar.
Mas respeito continua sendo uma escolha.
E talvez a forma como falamos com as pessoas, principalmente quando estamos escondidos atrás de uma tela, diga muito mais sobre nós do que sobre elas.
No fim, esse vídeo não é sobre beach tennis.
É sobre empatia.
É sobre respeito.
E sobre lembrar que existe um ser humano do outro lado da tela.