Piquenique no Jardim

Piquenique no Jardim Poemas e Guloseimas

"Um projeto interativo e divertido entre filhos e pais, entre alunos e professores, entre a poesia e a culinária". Cleonice Bourscheid

Em Pelotas, há muito tempo, o açúcar viajava de navio e encontrou mãos cheias de carinho.Nas cozinhas, surgiram doces fe...
13/02/2026

Em Pelotas, há muito tempo, o açúcar viajava de navio e encontrou mãos cheias de carinho.
Nas cozinhas, surgiram doces feitos com ovos, frutas e imaginação: quindins brilhantes, fios de ovos dourados e compotas cheirosas.
Cada doce guarda uma história, como um segredo contado baixinho.
Em Pelotas, os doces não são só para comer…
são para ouvir, sentir e sonhar. 🍭💛

Trabalho, férias, escrita, personagens. Um pouquinho de cada vez.Amo criar personagens infantis. Eles se tornam uma part...
13/02/2026

Trabalho, férias, escrita, personagens. Um pouquinho de cada vez.
Amo criar personagens infantis. Eles se tornam uma parte importante da leitura. Aquele boneco que vai com a criança pra cama na hora de dormir.
Eu carrego meus personagens por onde ando.
Concertos, feiras de livro, escolas, parques. As crianças amam. Eles criam vida e me ajudam a contar aos pequenos sobre coisas importantes: música, literatura, história, natureza. Tudo de uma forma lúdica.
E o número de bonecos está aumentando. Tudo começou com a Alice no livro Será que todo sapo vira príncipe? Veio a vovó, o sapo e mais recentemente o Kaíque, o personagem do livro O menino, a viola e as águas.
Agora estamos em Floripa, aproveitando as belezas desse lugar e aprendendo um pouco sobre a ilha da magia.
A imagem é uma br**cadeira da IA, mas cada personagem foi criado com muito carinho por mim, pelas artistas ilustradoras e pelas artesãs que transformaram uma ideia em objetos de afeto.
Quer saber mais sobre meus projetos para as infâncias?
̧ãoinfantil

O desafio das águas, do vento, autocontrole, tomada de decisões. Parabéns, querido netinho! Que tenhas uma linda trajetó...
24/11/2025

O desafio das águas, do vento, autocontrole, tomada de decisões.
Parabéns, querido netinho!
Que tenhas uma linda trajetória. Não é necessário ser campeão. O importante é este contato com a natureza, saber onde quer chegar, mesmo que os ventos mudem ( e eles sempre mudam). O importante é chegar!
Eu escrevi um livro inspirado na vela, no vento e nas relações entre avô e neto. Faz parte da nossa história! Vovô, Vicente e o Vento é uma história de amor , de parceria, mas, também da importância do br**car, do estar junto e do respeito e cuidado da natureza!

Uma alegria participar do Programa Adote Um Escritor Secretária Municipal de Educação.
12/11/2025

Uma alegria participar do Programa Adote Um Escritor Secretária Municipal de Educação.

Hoje comemoro 13 anos no Facebook. Obrigado pelo apoio contínuo de vocês, que foi indispensável para mim. 🙏🤗🎉
04/11/2025

Hoje comemoro 13 anos no Facebook. Obrigado pelo apoio contínuo de vocês, que foi indispensável para mim. 🙏🤗🎉

Na Feira do Livro de Nova Petrópolis! Lançamento de livros e contação de história!
13/10/2025

Na Feira do Livro de Nova Petrópolis! Lançamento de livros e contação de história!

Se essa rua fosse minha​Cleonice Bourscheid                                                                   ​  A br**c...
13/10/2025

Se essa rua fosse minha
​Cleonice Bourscheid


A br**cadeira de roda adentra a memória, traz uma doce lembrança do que já passou e não mais retorna. Reminiscências, reminiscências.... Ermo labirinto, pensamento, olho que enxerga dentro.

Se essa rua, se essa rua fosse minha...

Essa rua já foi minha. Todo o universo cabia dentro dela, todos os sentimentos, prazeres, tristezas, descobertas. Olho que br**ca. E ladrilhos rosa que brilhavam nos dias em que a chuva caía devagarinho, sem força, sem vontade de molhar, de fazer a terra virar barro ou formar pequenos espelhos, refletindo nossos rostos e br**cadeiras. Depois subia um v***r mágico, que desenhava figuras nos ladrilhos rosa da minha rua.

Eu mandava, eu mandava ladrilhar...

A gente br**cava de roda. – Ainda se br**ca de roda? – E quando a chuva chegava, corríamos para debaixo da marquise do prédio da esquina, um edifício feio, cinzento, que naquela época me parecia bonito. Olho que transforma. Era o único que havia na rua, até que demoliram o armazém do seu João e no lugar surgiu uma construção moderna com apartamentos. O armazém do seu João virou um mercado.

Com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante...

As casas da minha rua eram revestidas de pequenas estrelas que cintilavam, refletindo os pingos de chuva ev***rados. Meu pai explicava que o brilho que nos encantava eram partículas de mica misturadas ao cimento. Para mim sempre foi poesia. Preferia acreditar que eram mesmo estrelas cadentes, que ali se alojaram e emitiam sinais para suas irmãzinhas perdidas no firmamento. Olho que brilha junto. Quando a chuva parava, corríamos para o meio da calçada a rodopiar de mãos dadas, girando, girando, girando, Verinha, Solange, Tereza, Marzinho, Lurdes, Chiquinho, Jane Beatriz. Pedrinha rolando, adentrando, adentrando, memória, infância, rua, universo, vida, percurso, caminho, eu, só. Às vezes, no meio das br**cadeiras, surgia a figura imponente de um homem vestido de cinza, na cintura uma faixa rosa. Era o Cônego Hélio, da Paróquia Nossa Sra. Conceição, que vinha para a visita semanal ao seu irmão, que vivia numa casinha branca, geminada à nossa. Dia de comer bolinho na casa do vizinho.

Para o meu, para o meu amor passar...

O Rafael foi o amor maior da infância. Menino bonito, o Rafael, pele morena, cabelos encaracolados. Não morava na rua de ladrilhos cor de rosa. Apareceu um dia e ficou observando nossas br**cadeiras com ar de menino mais velho. Aos poucos se aproximou, perguntando-me se iria à quermesse do colégio no sábado. Respondi que sim, que estaria lá. Ficou ainda me observando de um jeito que eu não conhecia e que descobri naquele instante. “Nanda, vamos br**car de amarelinha, é tua vez”. Um pouco sem graça joguei a pedrinha que caiu no céu. Engraçado, pensei que tinha caído no inferno, pois meu rosto ardia. Olho que queima. O Rafael me olhando, um calor subindo, a amarelinha, a br**cadeira de roda, eu corri para casa, o Rafael, o céu, o inferno, eu queimando.

Se eu roubei, se eu roubei teu coração, tu também, tu também roubaste o meu...

Cheiro de terra molhada, cheiro de menina virando moça, cheiro de bolo de fubá e bala de coco, cheiro de menino crescendo, cheiro, cheiro, cheiro, cheiro de infância há tanta partida, na rua da minha infância, já não se ouvem cirandas, nem campainha de corda, afiador de faca, patinete de menino, vendedor de maçã “Olha a maçã, olha a maçã!”. Olho que enxerga cheiros. O asfalto pintou de preto o granito rosa, bonito, bonito!

Se eu roubei, se eu roubei teu coração, é porque, é porque te quero bem.

A rua da minha infância era um coração pulsando pelo qual passavam todos os afetos e quereres. Olho que pulsa e gira.
Gira tempo, cheiro, memória, ciranda dos meus primeiros amores.
Que saudade me dá a rua da minha infância!

EMEI Morro da Cruz nos preparativos para da escritora Cleonice Bourscheid. Profe e atriz Bruna Espinosa . Bruninha é res...
13/10/2025

EMEI Morro da Cruz nos preparativos para da escritora Cleonice Bourscheid. Profe e atriz Bruna Espinosa . Bruninha é responsável pelas canções do livro que ela musicou. Vai ser lindo!

A arte para as infâncias tem a função de despertar: despertar para o belo, para o sensível, para o humano.As autoras Cle...
11/10/2025

A arte para as infâncias tem a função de despertar: despertar para o belo, para o sensível, para o humano.
As autoras Cleonice Bourscheid e Clarice Bourscheid, através da música e da literatura, exploram com delicadeza e encantamento, o universo infantil: contação de histórias, oficinas de musicalização, exposições de arte, observação de pássaros, vivências fundamentais para o desenvolvimento da criatividade e da imaginação.
No próximo dia 18/10 na Galeria de Arte Habitart haverá lançamento dos livros O Menino , a Viola e as Águas de Cleonice e A menina e o Cãozinho de Clarice.
Neste evento, contaremos com a participação especial da escritora, ilustradora e artista plástica Ivone Bins.
Data: 18/10
Horário: das 10h30 às 13h30
Local: Galeria de Arte Habitart
Rua Armando Assis, 286- Três Figueiras
Ingresso: 80,00 ( dá direito a todas as atividades e 1 livro)

Endereço

Rua Santa Teresa, 541
Porto Alegre, RS
91520713

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