18/09/2025
“Eu não quero saber de branding, eu quero é vender”
Acredite ou não, já ouvi essa frase de clientes e não foi uma única vez. Em contrapartida, me deparo com uma baita experiência de marca, totalmente gratuita e sem um único produto incluso de uma das maiores marcas de luxo do mundo… Seria o branding tão dispensável assim?
Na semana passada, a marca de luxo francesa Hermès trouxe ao Shopping Iguatemi seu “Le Monde d’Hermès Kiosk”, uma experiência imersiva gratuita e acessível mediante reserva. Um passeio pela estética e valores da marca que incluía cartões postais que podiam ser escritos na hora e enviados para qualquer lugar do Brasil, marcadores de livros personalizados, distribuição de duas edições da revista da marca e a criação de aquarelas ao vivo.
Através de experiências como esta, a Hèrmes pode até não vender bolsas, mas cria desejo, reforça seu posicionamento de marca e entra no imaginário do consumidor. As pessoas passam a associar a marca à arte, à cultura, à sofisticação.
No mundo em que vivemos, onde as informações (e tendências) chegam e vão na velocidade da luz, ter a sua marca gravada na cabeça do consumidor se torna um asset de alto valor.
Como diz Carlos Ferreirinha, “a experiência é um importante combustível para estimular a motivação, o entusiasmo, a vontade, as aspirações. Diante de tantas opções excelentes, precisamos impactar as pessoas pela emoção, (…) para que elas tomem a decisão pela preferência”.
Nem todas as marcas são Hèrmes, ou mesmo pretendem ser, por isso, para os “mortais”, acredito que o segredo esteja no equilíbrio. Vender sim, mas de forma a criar no consumidor a vontade de pertencer e, assim, continuar comprando.
Sem branding, a sua marca é só mais uma.