18/08/2026
18 de agosto é o Dia da Pinot Noir, uma das uvas mais fascinantes e desafiadoras do mundo do vinho.
E se você ainda associa Pinot Noir apenas a vinhos tintos leves e fáceis de beber, está na hora de rever essa ideia.
De casca fina, amadurecimento precoce e extremamente sensível ao clima, ao solo e ao manejo no vinhedo, a Pinot Noir é uma variedade capaz de traduzir sua origem de maneiras muito diferentes. É por isso que falar sobre ela é falar, inevitavelmente, de terroir.
Em regiões de clima fresco, costuma preservar alta acidez e mostrar aromas de morango, framboesa, cereja e outras frutas vermelhas. Em climas quentes, pode apresentar frutas cozidas, descaracterizando a variedade.
Sua versatilidade vai muito além dos tintos: a Pinot Noir é uma das principais uvas de Champagne, podendo participar de blends, elaborar rosés e também os famosos Blanc de Noirs. Nos vinhos tranquilos, pode originar desde rosés frescos e tintos jovens até alguns dos vinhos mais complexos e longevos do mundo, capazes de desenvolver notas terrosas, de cogumelos e grande profundidade com o envelhecimento.
E há outro ponto importante: por ser tão sensível, a Pinot Noir também está no centro das discussões sobre mudanças climáticas e viticultura, especialmente em regiões históricas onde amadurecimento e datas de colheita vêm sendo antecipados.
No Dia da Pinot Noir, f**a a provocação:
Less Talk… More Terroir!
Assista ao vídeo, salve para consultar depois e envie para aquela pessoa que ainda acha que Pinot Noir é sempre sinônimo de vinho leve.
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