15/06/2025
De tanto compreender, de tanto dizer “sim”, de tanto ser sempre tão disponível e compreensiva… eu adoeci.
Sem perceber, fui me perdendo. Andava muito cansada, profundamente triste — especialmente com o meu trabalho. Lutei de todas as formas para que desse certo. Afinal, era o meu sonho.
Mas, nessa caminhada, fui tantas vezes mal compreendida, lesada, desvalorizada… que fui me desanimando. Foram tantos os descasos, os desrespeitos, os “tanto faz”, que por um momento eu quis desistir. Estava exausta — física e emocionalmente. Sentia como se, a qualquer hora, uma bomba fosse explodir dentro de mim. O coração acelerado, as lágrimas sempre querendo cair… tentando entender o comportamento de algumas pessoas tão frias, tão egoístas.
Me perguntei tantas vezes: por que eu ainda me importo? Por que continuo compreendendo a dor dos outros, mesmo quando não compreendem a minha? Talvez porque, mesmo em meio ao caos, eu ainda escolho o bem. Sempre.
E foi nesse período tão turbulento que, aos poucos, comecei a sonhar de novo. A imaginar novos projetos, novos caminhos.
Mas meu coração ainda gritava… E, no auge da minha ansiedade, recebi a notícia que desmoronou meu mundo: perdi meu irmão. Meu exemplo de caráter, de bondade, de generosidade. Meu chão desapareceu. Senti que morreria junto com ele.
Mas Deus… Deus me segurou. Me deu uma nova chance. E hoje, com todas as dores, cicatrizes e aprendizados, só posso agradecer por ainda estar aqui.
Quero continuar trilhando o caminho do bem — mesmo que nem sempre ele seja fácil. Porque é nele que acredito. Porque é nele que mora a paz que desejo encontrar.