28/05/2026
Ehhh Brasill! Muito ainda a reparar. Jah Rastafári! Salve os Orisàs! Congratulações Gana! Eu, Énia Dára, minha mãe .ebano , meus irmãos e e irmã somos descendentes dos povos Mbamileke região dos yorubás - Ghana, Camarões, Costa do Marfim e Nigéria! Fomos homenageadas em 2014 pelo programa Brasil DNA África pelo trabalho feito pela Feira Ébano. Juntamente com , , , dentre apenas 150 pessoas nos estados com mais população negra do Brasil.
Recentemente, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma resolução histórica reconhecendo o tráfico transatlântico de africanos escravizados e a escravização racializada de povos africanos como “o crime mais grave contra a humanidade”. A votação contou com apoio da maioria dos países do mundo, incluindo o Brasil. Estados Unidos, Israel e Argentina votaram contra a resolução, enquanto diversos países europeus se abstiveram. A decisão representa um importante marco internacional no reconhecimento das consequências históricas, sociais, econômicas e espirituais deixadas pela escravidão e pelo colonialismo.
Para mim e minha família, essa discussão não é apenas histórica. Ela é ancestral, viva e profundamente pessoal.
Em 2014, fomos selecionados entre aproximadamente 150 pessoas em todo o Brasil para participar do Programa Brasil DNA África, iniciativa voltada ao reconhecimento da ancestralidade africana de famílias negras brasileiras e à valorização da memória dos povos africanos na diáspora.
Na ocasião, fomos homenageados pelo nosso trabalho com a cultura negra, afroempreendedorismo e fortalecimento da identidade afro-brasileira.
Através dos te**es genéticos realizados no programa, foi identificado que somos descendentes dos povos Bamilêque, originários da região da África Central, especialmente da atual região entre Camarões e a área histórico-cultural Niger-Congo.
Os povos Bamilêque são conhecidos por sua profunda riqueza cultural, organização comunitária, espiritualidade, arte, ancestralidade e resistência histórica. A região abriga mais de 100 grupos ét