11/11/2024
Trabalhar com a produção de moda sempre foi um sonho, desde a infância. Contudo, no contexto histórico de escassez das décadas passadas, vestuário novo ou diversificado, era para poucos. Ainda assim, aquilo que eu vestia, quer seja por doação dos mais abastados, ou uma possibilidade de compra vez ou outra, tornava-se algo vivo e latente, pois reconhecia no vestuário uma ação de cultura ou de contra-cultura.
Pois bem, hoje no auge da maturidade, invento um brechó , onde os sonhos da menina podem ser revisitados, revistados, revistos, ressignificados nesses outros tempos.
Sendo eu também uma profissional do ensino de História, tenho me permitido me autodenominar "arqueóloga da indumentária " e "restauradora das peças de vestuário ", pois o trabalho de garimpar exige o olhar atento para os vestígios do que se é encontrado, bem como, após esse encontro, tornar essa peça "usável " por outra pessoa também requer esforço de um trabalho manual e braçal.
Cercada por pessoas talentosas e igualmente preocupadas em devolver a beleza com o reaproveitamento surge um editorial muito massa, do qual me orgulho participar.🤗
Amparada por conceitos sólidos da circularidade da moda e da sustentabilidade, prossigo nessa crença sendo muito grata. 💛💜
Em breve mostro mais fotos pra vocês 😘