17/01/2026
Com apenas 12 anos de idade, Lucas Freitas Vieira, estudante do Distrito Federal, alcançou um feito inédito ao representar o Brasil na Olimpíada Internacional de Cibersegurança, disputada na China, trazendo para casa medalhas de ouro e bronze. O ouro marcou um momento histórico, sendo o primeiro do país nessa competição.
O caminho até o torneio mundial começou quando Lucas obteve a medalha de prata na Olimpíada Nacional Júnior de Cibersegurança, realizada em Singapura, resultado que garantiu sua vaga no evento internacional. Desde cedo, ele já domina programação em Python, desenvolve agentes de inteligência artificial e participa de competições do tipo CTF, voltadas à descoberta de falhas de segurança em ambientes simulados.
Apesar do talento, a participação na China só aconteceu graças a uma arrecadação coletiva organizada por apoiadores que confiaram em seu potencial. Para Lucas, a situação evidencia a escassez de incentivo no Brasil a jovens promessas das áreas científica e tecnológica, especialmente quando comparada a países da Ásia e ao México, onde esse apoio começa ainda na infância. Ambicioso, ele projeta um futuro em que possa fazer parte de um grupo de pesquisadores responsável por trazer um Prêmio Nobel ao país.