29/06/2026
Uma nova injeção contra o câncer chamou atenção após apresentar resultados fortes em um estudo internacional chamado OrigAMI-4. O medicamento testado se chama amivantamab e foi avaliado em pacientes com câncer de cabeça e pescoço recorrente ou metastático, quando a doença voltou ou já se espalhou pelo corpo. Esse tipo de câncer costuma ser difícil de tratar, principalmente quando os tratamentos anteriores deixam de funcionar.
O estudo foi realizado em 55 hospitais de 11 países, incluindo o Reino Unido. A pesquisa contou com a participação de especialistas do Institute of Cancer Research, em Londres, e do Royal Marsden NHS Foundation Trust. Ao todo, foram analisados 102 pacientes que já tinham recebido quimioterapia à base de platina e imunoterapia, mas mesmo assim a doença continuou avançando.
Os resultados chamaram atenção porque os tumores diminuíram em 43 pacientes. Dentro desse grupo, 15 pessoas tiveram resposta completa, ou seja, os tumores avaliados desapareceram completamente nos exames. Outras 28 pessoas tiveram resposta parcial, com redução significativa dos tumores. Para pacientes que já tinham poucas opções de tratamento, esse resultado foi considerado muito promissor.
O amivantamab age de forma diferente de muitos tratamentos tradicionais. Ele é um anticorpo que atua contra duas proteínas ligadas ao crescimento e à resistência do câncer, chamadas EGFR e MET. Além disso, o medicamento também ajuda o sistema imunológico a reconhecer e atacar as células doentes. A aplicação é feita por injeção sob a pele, geralmente a cada três semanas, o que pode tornar o tratamento mais simples do que terapias feitas por longos períodos na veia.
Apesar da esperança, os pesquisadores destacam que o resultado ainda não significa cura garantida para todos. O estudo mostra um avanço importante para pacientes com câncer avançado de cabeça e pescoço que já não respondiam bem à quimioterapia e à imunoterapia, mas novas pesquisas maiores ainda são necessárias para confirmar a eficácia e a segurança do tratamento. Mesmo assim, ver tumores desaparecerem em parte dos pacientes reacendeu a esperança de novas opções contra casos difíceis da doença.
Fonte: Institute of Cancer Research, Johnson & Johnson e Journal of Clinical Oncology.