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🥁 O SAMBA TEM HISTÓRIAS  #01Antes dos discos.Antes do rádio.Antes dos desfiles.Havia um quintal.No início do século XX, ...
08/06/2026

🥁 O SAMBA TEM HISTÓRIAS #01

Antes dos discos.
Antes do rádio.
Antes dos desfiles.

Havia um quintal.

No início do século XX, enquanto o samba era perseguido e marginalizado, a casa de Tia Ciata tornou-se um espaço de encontro, acolhimento e resistência cultural.

Ali se reuniam músicos, trabalhadores, líderes religiosos e compositores que ajudariam a construir uma das mais importantes manifestações culturais do Brasil.

Foi naquele ambiente de partilha, celebração e ancestralidade que o samba encontrou abrigo para crescer.

Mais do que uma personagem da história, Tia Ciata foi uma guardiã da memória afro-brasileira e uma das grandes responsáveis pela preservação de tradições que continuam vivas até hoje.

Este é o primeiro episódio da série "O Samba Tem Histórias", um convite para conhecer personagens, lugares e acontecimentos que ajudaram a construir a trajetória do samba.

Porque o samba não nasceu pronto.

Ele foi sendo tecido por muitas mãos, muitos tambores e muitas histórias.

🎵 Você já conhecia a importância de Tia Ciata para a história do samba?

CulturaBrasileira PequenaÁfrica MemóriaAfroBrasileira PatrimônioCultural SambaDeRaiz

06/06/2026

Aquela energia que só o samba de raiz consegue transmitir! ✨🥁

Soltei a voz no clássico "Batuque na Cozinha", do mestre João da Baiana. Esse registro incrível foi feito pelo poeta Moreno Pescador durante o Samba no Deck, no Restaurante Armazém da Serra (05/06).

O clima estava banhado pela tranquilidade da serra! Se você também é do time que não resiste a um bom samba de terreiro, já deixa o seu gostei. ❤️

💬 Me conta aqui nos comentários: qual o seu partido-alto favorito?

👇 Para uma melhor experiência use fones de ouvido!! Salve o vídeo para não perder os próximos encontros!

11/01/2026

Olá pessoal, trazendo pra vcs uma composição nova chamada "Águas de Oxum" (Jodar de Castro), curtam e quem puder compartilhe para o crescimento do trabalho.
Agradeço as.comadres e pelo registro! Axé!!
A pelo apoio de sempre!! Axé!!!

Samba sempre!!

14/12/2025

Olá pessoal, segue um registro do querido poeta Paulo Reis, da minha participação no Sarau "Estação Encontros Poéticos" da , em São Pedro da Serra, Nova Friburgo.
Agradeço ao Jessé Rodrigues pelo convite, obrigado!! Axé!!
Aos queridos Lia Caldas (.lia ) e Reinaldo Queiroz pela recepção e carinho de sempre, obrigado!! Axé!
Texto: Vozes ancestrais / Jodar de Castro

ANCESTRAIS — Manifesto Poético-Etico

Carrego em mim as vozes que me antecedem.

Não uma só voz, não um só ritmo —

mas um coro inteiro de caminhos,

vindos de terras que o tempo não apaga

e de diásporas que reinventaram o mundo.

Honro cada raiz sem tentar encerrá-la.

Porque toda raiz africana é múltipla,

cada tradição é um horizonte,

cada ritual abre um continente inteiro.

Eu me aproximo com respeito.

Chego devagar, com o ouvido aberto

para aprender o que a história tentou calar.

Coloco meus passos sobre o chão que outros firmaram,

e minha palavra quer ser ponte, não apropriação.

O que canto agora não é propriedade,

é agradecimento.

É o gesto de quem reconhece:

não sou começo, sou continuidade.

As vozes que me guiam atravessam o atlântico,

sobem pelos becos, batem nos tambores,

fazem morada na pele, no sopro, no silêncio.

São vozes que resistem porque amam,

que ensinam porque lembram,

que se multiplicam porque ninguém as cala.

Se hoje ergo meu canto,

é para afirmar a beleza, a dignidade,

a força e o brilho de cada ancestral

que fez do impossível um caminho.

E é para dizer:

a poesia é ética quando celebra,

é ética quando reconhece,

é ética quando não apaga.

Vozes ancestrais me acompanham.

Eu sigo com elas —

não para falar por elas,

mas para que elas falem através de mim.


08/12/2025

OXUM (Poema-oração)

Antes de tudo,
saudemos o Amor.
Saudemos o rio que escorre lento e profundo,
que afaga, que acaricia,
mas que também pode nos levar
para lugares onde só o silêncio respira.

Òsún, Mãe das águas doces,
ladeada de ouro, de mel e de doçura,
vem banhar nossos caminhos.
Lava o que pesa, acende o que pulsa,
abre o peito para o canto que cura.

Dona do espelho que revela e esconde,
Senhora do ventre que gera,
da lágrima que cai e da alegria que transborda,
acolhe este corpo cansado,
acolhe este coração que te chama.

Que tuas águas encontrem meus rios internos,
que tuas conchas guardem meus segredos,
que teu amor ensine o meu amor
a ser firme e delicado ao mesmo tempo.

Òsún yèyé ô!
Que teu brilho nos proteja,
que teu doce nos guie,
que tua corrente leve embora todo medo
e traga de volta tudo o que é belo, justo e verdadeiro.

Mãe do ouro que não se esvai,
abençoa este instante,
abençoa esta travessia.

Omí Òsún,
lava meu coração,
ilumina meus passos,
recebe minha oração.

Jodar de Castro

06/12/2025

Da série: Poesia numa hora dessas

QUEM ME CHAMA É O TEMPO
Sou filho do passo antigo,
do vento que sopra antes,
sou linha que vem de longe,
bordando vida nos instantes.
Sou canto de madrugada,
guardado na mão da avó,
sou roda que nunca acaba,
sou riso movendo o pó.

Quem me chama é o tempo,
é um tambor batendo dentro,
é luz abrindo o peito
pra lembrar de onde eu vim.
Quem me chama é o tempo,
e nesse chamado eu entro:
sou canto que atravessa
o começo e o fim.

Sou gota de água funda,
caminho que o sol bendiz,
sou firma na encruzilhada,
sou corpo que diz feliz.
Sou braço que levanta o dia,
sou passo firme no chão,
sou herança que não pesa:
sou flor plantada na mão.
Se o silêncio me visita,
eu respondo com canção.
Quem carrega a alma limpa
faz do canto proteção.
Quem me chama é o tempo,
e o tempo me pede assim:
canta o mundo que te trouxe
e o que ainda mora em ti.

Jodar de Castro

02/12/2025

No Dia Nacional do Samba, celebramos mais que um ritmo — celebramos uma memória que pulsa.

O samba atravessa o tempo como quem carrega um fogo antigo, aceso nas mãos de quem bate no couro, de quem risca o chão, de quem faz do canto um caminho de volta para casa. Cada roda é um território de lembranças: os passos de quem veio antes, os versos que ecoam ancestrais, os acordes que guardam histórias que a cidade tenta esquecer, mas que o povo insiste em lembrar.

E assim seguimos — de mãos dadas, de vozes erguidas, de corações alinhados ao compasso que nunca falha. Porque a memória do samba não se apaga: ela renasce em cada tambor, em cada improviso, em cada sorriso aberto quando a roda gira.

Hoje, no Dia Nacional do Samba, honramos essa herança viva que insiste, resiste e floresce.
Que cada toque seja saudação.
Que cada roda seja arquivo.
Que cada cantora, cada sambista, cada corpo dançante continue escrevendo a história que o Brasil precisa ouvir.

Segundo o nosso Mestre Nelson sargento. O samba agoniza, mas não morre!!!

O samba não esquece.
O samba não se cala.
O samba guarda — e guarda para sempre — a memória de um povo que dança para existir.
Jodar de Castro

02/12/2025

VOZES ANCESTRAIS — Manifesto Poético-Etico

Carrego em mim as vozes que me antecedem.
Não uma só voz, não um só ritmo —
mas um coro inteiro de caminhos,
vindos de terras que o tempo não apaga
e de diásporas que reinventaram o mundo.

Honro cada raiz sem tentar encerrá-la.
Porque toda raiz africana é múltipla,
cada tradição é um horizonte,
cada ritual abre um continente inteiro.

Eu me aproximo com respeito.
Chego devagar, com o ouvido aberto
para aprender o que a história tentou calar.
Coloco meus passos sobre o chão que outros firmaram,
e minha palavra quer ser ponte, não apropriação.

O que canto agora não é propriedade,
é agradecimento.
É o gesto de quem reconhece:
não sou começo, sou continuidade.

As vozes que me guiam atravessam o atlântico,
sobem pelos becos, batem nos tambores,
fazem morada na pele, no sopro, no silêncio.
São vozes que resistem porque amam,
que ensinam porque lembram,
que se multiplicam porque ninguém as cala.

Se hoje ergo meu canto,
é para afirmar a beleza, a dignidade,
a força e o brilho de cada ancestral
que fez do impossível um caminho.
E é para dizer:
a poesia é ética quando celebra,
é ética quando reconhece,
é ética quando não apaga.

Vozes ancestrais me acompanham.
Eu sigo com elas —
não para falar por elas,
mas para que elas falem através de mim.

Endereço

Lumiar
Nova Friburgo, RJ

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