19/06/2022
[VIDAS]
Sou nascido em POA, em 93. Minha mãe veio do interior, e meu pai é daqui. Minha relação com POA é a ideia de criar raizes. Hoje temos uma Porto Alegre que cada vez mais se desenvolve, e eu vejo isso pros meus filhos na cultura. A gente percebe que a cultura do gaúcho, do cara sair no final da tarde ou de manhã cedo e tomar um chimarrão, ver o pôr do sol, comer uma bergamota no sol ainda é preservada. Enquanto no resto do Brasil a cultura tá se perdendo a gente busca manter essa tradição.
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Gostaria de viajar para um lugar que eu já conheço, que seria o Caparaó. No meu caso, que trabalho com café, bah, quando tu volta pra origem, conhece a fazenda, tu vê o paraíso que é. As vezes a gente almeja ir pra Europa, Ásia, Estados Unidos, tem muito lugar, mas quando tu vai pra dentro do Brasil, e especialmente pra essa região, é um paraíso.
Além da paisagem, eu acabo conhecendo não só o produto café, mas o cara que tá fazendo.
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Hoje certamente tu tá com teu tempo contado para tua próxima atividade, todo mundo tá. Todo mundo tá correndo atrás do tempo. Quanto mais tu sai dos centros (e eu sinto isso lá) o tempo passa de outro jeito. A gente começa a dar valor para as coisas que muita gente nos ofuscam.
Hoje na cidade muita coisa nos tira o foco: querer ganhar mais grana, bem sucedido no trabalho. Mas isso acaba custando nosso relacionamento com pessoas, e até mesmo básico: o serviço, o amor, o cuidado com o próximo.