Jornada do CIAMM - Despatologização da Vida

Jornada do CIAMM - Despatologização da Vida 7ª Jornada do CIAMM
Despatologização da Vida: Crianças e adolescentes sem rótulos

20/01/2016

ATENÇAO para as NOVAS DATAS da 7a Jornada do CIAMM, com a prof. Dra. Maria Aparecida Moysés (UNICAMP).
Dias 18 e 19 de março.
IMPERDIVEL!!!

7ª Jornada do CIAMM
Despatologização da Vida: Crianças e adolescentes sem rótulos

29/10/2015
28/08/2015

"À psiquiatrização dos atos e das ações também corresponde a tentativa farmacêutica de psicofarmacologizar a própria vida, o que equivale a postular que cada ato da vida de um sujeito é possível de ser medicado ou medicalizado." Graciela Esperanza

25/08/2015

A 7a Jornada do CIAMM problematiza a propagação da terminologia psiquiátrica na cultura, que tem como consequência a medicalização da existência.

"[...] A medicalização da dor psíquica é um fenômeno relativamente recente. Pelo menos nesta proporção, com essa enorme variedade de medicamentos disponíveis e muito mais sendo produzido em escala industrial e vendido em licitações para a rede pública em suas variadas instâncias. Cada comprimido de diazepam (benzodiazepínico), por exemplo, custa menos de um centavo para a rede pública. Bem mais barato, digamos, que uma sessão de psicoterapia." Eliane Brum

A 7a Jornada do CIAMM problematiza a propagação da terminologia psiquiátrica na cultura, que tem como consequência a med...
25/08/2015

A 7a Jornada do CIAMM problematiza a propagação da terminologia psiquiátrica na cultura, que tem como consequência a medicalização da existência.

"[...] A medicalização da dor psíquica é um fenômeno relativamente recente. Pelo menos nesta proporção, com essa enorme variedade de medicamentos disponíveis e muito mais sendo produzido em escala industrial e vendido em licitações para a rede pública em suas variadas instâncias. Cada comprimido de diazepam (benzodiazepínico), por exemplo, custa menos de um centavo para a rede pública. Bem mais barato, digamos, que uma sessão de psicoterapia.

Se pensarmos que a medicação da população com antidepressivos e tranquilizantes se acentuou a partir dos anos 90, que tipo de sociedade teremos daqui, digamos, uma ou duas décadas? O que acontece com as pessoas quando têm a sua dor de existir abafada, mascarada, calada a golpes de pílulas? Não sei. Mas acredito que são perguntas que devemos nos fazer. Nós todos, não apenas os governantes ou os profissionais da saúde. Estamos vivendo uma mudança cultural das mais profundas. E não me parece que estamos suficientemente atentos a suas causas, significados e implicações. Que tipo de mundo e de gente estamos criando quando a resposta para toda dor é uma pílula?

De novo, não sou contra o uso responsável de medicamentos. E me sinto bastante satisfeita por viver numa época em que é possível curar - ou pelo menos controlar - muitas doenças graças ao avanço da ciência. Mas não é disso que se trata. O que tenho testemunhado não é tratamento - mas doping. E do pior tipo, o legalizado, aquele que é travestido como promoção de saúde e promovido pelo Estado, sob a pressão da indústria farmacêutica. E, atenção: cada vez mais cedo. Em todas as classes sociais, as crianças começam a ser medicadas nos primeiros anos de vida, bastando para isso não ter um comportamento na escola considerado "normal".

Na passagem do tempo, descobri que também eu tinha os tais dos nervos. Desde criança, convivo com as muitas dores de existir. Como quase todo mundo. Às vezes "a vida dói como uma afta". Mas nem sempre - talvez até raramente - seja caso de antidepressivo. Assim como nossas palpitações de ansiedade nem sempre são patologias ou as noites de insônia são doença. Sentimos tristeza, melancolia, medos, lutos. Tanto pela perda de quem amamos como pela perda de amantes como pelas pequenas perdas de cada dia.

A dor é parte da vida. O fascinante na espécie humana é que conseguimos transformar dor em criação. Elaboramos nossas muitas dores criando poesia, pintura, escultura, música, vestidos, bordados, artesanato, culinária, cinema, móveis, teatro, ciência, histórias. Cada um a sua maneira. Se em vez de elaborar a dor e transformá-la em expressão, tomamos comprimidos que conseguem apenas nos embotar por um tempo, o que estamos fazendo conosco e com o nosso mundo?"

Trecho da coluna da brilhante "escutadeira" Eliane Brum.
Acesse o texto na íntegra: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI90539-15230,00-O+DOPING+DOS+POBRES.html

Promover saúde não é sufocar a dor da vida com dr**as legais

https://www.youtube.com/watch?v=9qRYyUPUeJU
21/08/2015

https://www.youtube.com/watch?v=9qRYyUPUeJU

Entrevista Dra. Maria Ap. Moyses - Medicalização na Educação MSTV/Tv Morena (Globo) dia 27 de fevereiro de 2013, durante o evento do CRP14MS, Medicalização n...

15/08/2015
15/08/2015

7ª JORNADA DO CIAMM
DESPATOLOGIZAÇÃO DA VIDA: CRIANÇAS E ADOLESCENTES SEM RÓTULOS

PROGRAMAÇÃO

06 de novembro de 2015 (sexta-feira)

14h às 14h30 - Credenciamento

14h30 às 16h30 - Mesa redonda
Psicanálise e Psiquiatria no mundo hipermedicalizado: interfaces e desafios
Prof. Dra. Julia Soares, docente do Departamento de Psicologia da UFMA
Prof. Me. Francisco Frazão – Psiquiatra e psicanalista

16h30 - Coffee break

16h45 às 18h30 - Mesa redonda
A medicalização da existência
Prof. Dr. Jean Marlos – Psicólogo, docente do Departamento de Psicologia da UFMA
Prof. Me. William Amorim – Psicanalista do Corpo Freudiano e docente do IFMA

19h - CONFERÊNCIA MAGNA
A patologização da vida cotidiana
Prof. Dra. Maria Aparecida Affonso Moysés – Médica Pediatra. Professora titular na Unicamp, Militante do Despatologização da Vida
Prof. Dra. Cecília Azevedo Lima Collares - Docente da Faculdade de Educação da UNICAMP

Noite de autógrafo do livro
“Novas capturas, antigos diagnósticos na era dos transtornos mentais” e "A institucionalização invisível"

07 de novembro de 2015 (sábado)

Atividades conduzidas pela Prof. Dra. Maria Aparecida Affonso Moysés e Prof. Dra. Cecília Azevedo Lima Collares - Docente da Faculdade de Educação da UNICAMP

9h - Desnutrição e fracasso escolar: uma relação tão simples?
10h30 - Coffee break
10h45 - A Educação na Era dos Transtornos e da Medicalização
12h30 - Almoço por adesão (no local)
14h - Educação Medicalizada: Dislexia, TDH e outros supostos transtornos
15h30 - Coffee break
16h - Educação Medicalizada: Dislexia, TDH e outros supostos transtorno
18h - Encerramento

Endereço

São Luís, MA
65060-645

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