23/05/2026
Hoje vivemos uma situação que parece pequena para muita gente, mas que diz muito sobre como a sociedade ainda enxerga certas atividades infantis.
Durante um evento esportivo, a apresentação inteira se referia às crianças da dança/ginástica como “as meninas”. “Lá vêm as meninas”, “parabéns meninas”…
Só depois que sinalizei o incômodo passaram a usar “ginastas”.
E aí veio a medalha: apenas desenhos de meninas representando dança e ginástica.
Pode parecer detalhe. Mas detalhe também educa. Detalhe também reforça estereótipos.
Porque quando um menino participa dessas atividades e tudo ao redor comunica que “isso é coisa de menina”, a mensagem passada é muito clara — mesmo que ninguém diga explicitamente.
E sinceramente? Isso não combina com inclusão. Não combina com respeito à individualidade das crianças. E muito menos com o incentivo ao esporte livre de preconceitos.
Menino pode fazer dança. Menino pode fazer ginástica.
Assim como meninas podem fazer judô, futebol ou qualquer outro esporte.
Criança precisa de incentivo. Não de rótulo.