08/06/2026
Tem dias que eu acordo aqui com uma saudade do Japão.
Saudade de abrir o olho às 6h da manhã sem despertador.Foi lá que eu percebi o silêncio. Era um silêncio cheio, sabe? De tudo funcionando sem fazer barulho.
Saudade de caminhar na rua e o design estar em tudo. Na placa. Na sanduíche de ovo da konbini. Na forma como o fio do poste não briga com o céu. Nada grita. Tudo conversa. Meu olho descansava. Minha cabeça também.
E o café... ah, o café.
Nunca tomei um café igual. Não era sobre o grão. Era sobre o ritual. A água na temperatura exata. Uma
fila imensa em silêncio, o café perfeito e todo mundo vivendo aquilo. A moça que servia e fazia uma reverência mínima com a cabeça.
Aqui eu acordo e já penso em 10 coisas.
Lá eu acordava e só existia o agora.
Férias né?
O v***r subindo da xícara. O primeiro trem passando longe, pontual, sem me apressar.
Japão me ensinou que luxo é silêncio.
Que design é bom e que além de trazer beleza também pode trazer praticidade.
Que acordar cedo não é sobre produtividade. É poder viver mais o dia.
Hoje tomei café correndo. Aqui eu acordo 6h faço meu café expresso com leite e vou bebendo no carro, antes de praticar yoga.
E no trânsito de São Paulo eu sinto falta do silêncio, do cuidado.
De falar comigo mesma, dentro da minha cabeça.
Tem saudade que não é de lugar.
É de quem a gente é quando está naquele lugar.
E eu tenho saudade da minha versão Japão.
uma ótima
semana pra todos vocês
Dedé