06/03/2017
VM
Ir 1º Vig
Ir 2º Vig
MM IIst
MM IIr
S
F U
O XADREZ & A MAÇONARIA
A semelhança entre o Jogo de Xadrez e a Maçonaria é tão curiosa que vale a pena compara-la.
O desafio entre duas dinastias, representadas pelas pedras branca e preta, diz bem de perto da luta do bem contra o mal, quando o maçom constrói Templos às virtudes e masmorras ao vicio.
O tabuleiro quadriculado representa a vitória ou a derrota, também nos lembra o mosaico do piso da Loja, com seus ladrilhos branco e preto, que nos dizem respeito às dualidades da vida; ser ou não ser, isto é, o dia e a noite; o frio e o quente; o bem e o mal; o bônus ou o ônus, água ou fogo; terra ou ar, etc...
As peças do jogo de xadrez representam uma hierarquia da dinastia, que mal comparando, fazem lembrar na Maçonaria as dignidades e os irmãos em geral.
Assim como as fortif**ações palacianas guarneciam os arqueiros que podiam avistar de longe seus inimigos através das Torres, tanto no jogo, como também na Maçonaria, encontramos suas representações nas figuras dos IIr VVig, que vigiam seus IIr nas CCol do Norte e do Sul.
Os cavalos, que eram utilizados nas artilharias bem como na administração da monarquia, mal comparando, nos lembram as dignidades dos IIr Or e Secr, que defendem a Lei e registram a história da maçonaria.
Os Bispos, que são os representantes do GADU, transmitindo sua palavra aos súditos e plebeus, são as autoridades mais próximas do Rei, estão aqui representados pelos DDiac, portadores da Palavra Sagrada. E o Rei, é, sem duvida, o VM, entronizando no Bastião de Salomão.
A Rainha, que nada tem haver com os nossos Augustos Trabalhos, mas, se abstrairmos da sua realeza ao seu poder coadjuvante, poderemos compara-la às funções do M CCer, se considerarmos à sua liberdade de locomoção no tabuleiro, quer seja na horizontal, vertical, diagonal e em quantas casas queira se locomover.
Mas, o mais interessante das representações, está nos peões, que são os nossos AApr e CComp, pois se chegarem ao fim do tabuleiro, poderão recuperara os personagens que melhor lhes os aprouverem, trocando de peça, ou seja, serão não só exaltados, como investidos nos cargos de Dignidades ou de Oficiais, passando antes, no caminho, o Aprendiz pela elevação de Companheiro ao comerem alguma pedra, até serem no final exaltados a M, pela recuperação daquela pedra perdida.
Além destes três graus simbólicos, podemos aferir a existência de mais trinta graus filosóficos, isto é, para se chegar ao grau trinta e três é preciso passar pelos trinta e dois representados pelas quatro carreiras de oito casas que é a metade do tabuleiro.
Ainda neste mosaico, podemos dividi-lo na latitude em duas CCol as do N e do S; e na longitudinal, passando pelo meridiano das dinastias encontraremos Or, perfazendo, assim, os pontos Cardeais da orientação polar.
A iniciação é o primeiro desafio do neófito tal qual é para os iniciantes do jogo, ao mexer a primeira pedra. O peão, que é o Apr, é quem faz toda a evolução, tanto do jogo como sua vida maçônica.
A vitória esta no propósito de obter um lugar no pódio daqueles que venceram suas paixões, submeteram suas vontades e fizeram novos progressos na Maçonaria.
O Cheque Mate, não é um fim em si mesmo, mas é o fim dos seus vícios, na intolerância, na materialidade quem veio do pó e nele se voltará, é a luta pelo desprendimento, matéria do espírito.
É a chegada ao Or Eterno. E, como ciclo da vida, encontraremos nesta despedida a mesma que encontramos inicialmente na Câmara das Reflexões.
Portanto, se o Cheque Mate, é para o em xadrezista, o fim de uma dinastia, e para ela, o fim do poder. Para nós, maçom, é a vitória de nossas vicissitudes do mal para com o bem.
Em fim, tanto o Jogo de Xadrez como a vivencia maçônica, são os meios representativos de uma condição, antes e depois, do confronto com o poder físico-espiritual de nosso reinado.
ORde S Paulo, 13 de Fevereiro de 2008
MIJose Francisco Ferraz Luz
CIM 186.479