05/01/2022
A minha história com a Nefertiti é um trauma de infância, hahahaha.
Sério.
Minha família sempre foi do carnaval, principalmente minha avó. Carnaval de clube e blocos no interior de SP.
Meus tios tinham um bloco e todas as fantasias eram feitas em segredo na casa da minha avó, que, por sua vez, também preparava 5 fantasias diferentes, uma para cada dia.
Muita preparação e muita alegria, fizeram parte da minha vida por anos.
Carnaval prá mim é amor. E liberdade.
Lá em Lins, tinha um bloco das meninas cool. Bloco de fantasias.
Sempre pedia para a minha avó me colocar no bloco e ela acabava de8xando prá última hora e não rolava.
Sempre morei em SP, não era amiga das meninas.
Quando tinha uns 11 ou 12 anos, ela me colocou. Fiquei muito, muito feliz.
Às vésperas do carnaval, alguém ligou prá ela dizendo que a filha tinha se arrependido, queria participar e, não dando mais tempo, pediu o meu lugar.
Ela deu. Sendo que eu era a outsider, né?
Naquele ano, elas foram de Rainha Nefertiti.
Fantasia luxo, poder e glória.
A coroa, os cetros, a sandália dourada trançada na perna, o vestido longo, a make profissa egípcia cheia de delineador e sombra azul.
A criança que eu fui lembra cada detalhe como sendo incrível.
Não sei se era realmente tão luxuoso mas é assim que ficou eternamente gravado na minha memória.
E meu coração triste e apertado ficou com a Nefertiti engasgada para todo o sempre.
Até hoje. Eu, de férias, sem realmente pensar no carnaval que provavelmente não haverá, resolvi exorcizar a Nefertiti e me divertir um pouco.
Minha interpretação. Não estou fazendo idêntica.
Inclusive pq sou a rainha do preto e minha amiga Mafê me mandou há uns anos uma referência de uma rainha egípcia toda em preto e dourado que eu amei.
Então pesquisei, joguei tudo no liquidificador mental que é meu cérebro e tá saindo uma Danititi, hahahaha.
Mostro quando e se, conseguir terminar.
Espero poder usar um dia.
Xô Covid
Fora Bolsonaro
Vem Carnaval!