03/03/2025
Carnaval é ancestralidade pulsando no presente.
Na Avenida, nos blocos, nos corpos que dançam e vibram, a raiz se manifesta. A pintura que adorna e os acessórios não sao apenas arte, sao memória. Eles cintilam nossas histórias.
Nossa rainha carrega no corpo a força da ancestralidade, a mesma que ecoa nos toques dos tambores, nos passos marcados pelo tempo, nos gestos que atravessaram gerações. Carnaval não é apenas festa, é rito. É a celebração do que fomos, do que somos e do que sempre seremos.
Este ano, as escolas de samba exaltam essa conexão, não só nas religiões de matriz africana, mas nos costumes, nos saberes, na oralidade, no movimento do corpo que dança porque lembra. Porque sente. Porque vive. Porque a arte está intrínseca em nós, moldada no nosso DNA, na nossa memória genética e ancestral. Arte que nos atravessa, nos expressa e nos resgata.
Que cada adorno, cada cor e cada batida sejam pontes para esse reencontro. Porque o Carnaval é um grande espelho: nele, nos vemos, nos reconhecemos e reverenciamos aqueles que vieram antes de nós.
Axé, ancestralidade e festa!