07/09/2021
💚7 de Setembro, o dia em que Dom Pedro decretou “Independência ou morte” às margens do Riacho Ipiranga, a partir daí essa grandiosa nação se torna dona da sua história, um país que não foi “descoberto” porque ele já existia, ele foi sim, conhecido, encontrado e almejado, sinto que devo gratidão aos índios que ali já estavam e lutaram também pela sua liberdade, e aos nossos irmãos negros que muito lutaram, sofreram e pagaram até com a sua própria vida, pela construção de um país que seria ou tudo ou nada: Ou ficar a pátria livre, ou morrer pelo Brasil!
Brava gente brasileira…. Essa gente que está em todos os cantos do mundo, a procura de uma vida mais abundante, mas que não esquece o verde💚e amarelo💛pois o verdadeiro patriota ele não esquece de onde saiu, e sabe que ali será o berço pra onde ele sempre poderá voltar.
Quando criança na escola a gente cantava o hino nacional brasileiro 🇧🇷 em fileira antes de entrar para sala de aula, enquanto cantávamos, sentíamos o cheirinho do macarrão com carne moída que vinha da cantina, quando não era o macarrão era, leite com bolacha e manteiga, sopa de letrinhas, e polenta com carne moída, nas sextas-feiras era sempre uma alegria, pois era o dia do “pão com carne” ou com manteiga, ou com salsicha, a gente era feliz e não sabia
Anos 90 para mim foi uma época que éramos verdadeiros patriotas, poucos palavrões ouvíamos, a professora batia com a régua na mesa pra gente se calar, e enchia o quadro negro de matéria, eu nunca fui a melhor aluna, e nem a pior, sempre fui muito obediente, nunca gostei de “quebrar” as regras, nunca briguei na escola, meu pai tinha orgulho de ir na “reunião de pais” pois nunca o decepcionei, em contrapartida eu nunca fui aquela aluna que tirava notas boas em todas as matérias, eu era equilibrada, sentia dificuldades, mas sempre conseguia notas, de todas as matérias estudadas a que eu mais amava era “História” e eu achava fascinante saber que os portugueses estiveram no Brasil 🇧🇷 e acabamos por assim ficar com uma língua “emprestada”.
O 7 de Setembro me faz recordar que quando criança, papai levava a gente no centro cidade para ver o desfile, era de lei, todo ano a gente ia, as faixas separavam a multidão dos que desfilavam, a banda tocava, o som dos instrumentos ecoavam entre os prédios da cidade, ali naquelas ruas que estão na minha memória, se eu fecho os olhos eu posso andar por lá, pela rua Fernando de Camargo, no coração de Americana-SP, a polícia era uma autoridade total, a gente que era criança até tremia de chegar perto de um senhor policial, aquela farda impunha respeito, e aquela arma tornava-o imponente, o sol brilhava entre as crianças que vestiam roupas iguais, geralmente as meninas tinham saias pregueadas e meias até o joelho, os meninos eram calções e camisas abotoadas até o colarinho, todos batiam o pé num ritmo só, porque ensaiavam durante muitos dias para fazer bonito naquele dia, nossos olhos brilhavam diante da banda passando, e os pais faziam questão de fotografar os seus filhos quando eles apontavam na esquina acompanhando a turma da sua escola, quando chegava a vez do exército, ah que coisa tão linda, aquelas fardas bem passadas com detalhes dourados, nos ombros uma ombreira alta e por cima uma franjinha que brilhava, tudo tão perfeito e tudo tão bem planejado.
A orquestra era perfeita, os instrumentos estavam rigorosamente afinados, e que som maravilhoso, a gente se arrepiava dos pés a cabeça e dava vontade de chorar ao ouvir:
🎵 Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil
Querido símbolo da terra
Da amada terra do Brasil!🎶
Aos 35 anos de idade me lembro que no 7 de Setembro da minha infância, não havia muito poder aquisitivo, pode ser que não vestíamos roupas de marca e nem allstar verdadeiro, mas nós nos vestíamos de respeito pelo próximo, carinho pela professora, admiração pelos policiais, diretores de escola, merendeiras, porteiros de hospitais, no ónibus éramos incapazes de nos manter sentados diante de uma mulher grávida ou um senhor de idade, não era preciso a “lei da prioridade”, nem tinha uma fila especial para eles, porque o respeito estava dentro de nós.
Me pergunto, porque éramos tão educados?
A resposta está mesmo dentro de mim, e soa no meu próprio ouvido:
Porque nossos pais nos “EDUCAVAM”.
Por mais 7 de Setembro de respeito
Por mais memórias do passado
Por mais amor com o próximo
Por mais respeito por um Brasil 🇧🇷 que me gerou.
Por mais educação a um país que sempre me acolherá (independente de seus problemas económicos)
Por mais:
“Verás que um filho seu não foge à luta”
Sou incapaz de me assentar em na mesa dos que negam seu próprio berço, na verdade sou grata por não sofrer de amnésia, uma ligeira perda de memória na qual faz o sujeito esquecer-se de tudo, eu jamais me esquecerei da minhas raízes, da onde sai, de onde vim , e para o teto que sempre me acolherá, sou portuguesa com documento e sou tataraneta de português, já procurei por todas as partes de onde saiu meu trisavô, meu sonho é encontrar o brasão da família Calheiros e poder conhecer um pouco mais da minha história, afinal sou brasileira com um pouquinho de sangue português, filha também dessa nação 🇵🇹que me acolheu e me proporcionou coisas que minhas mãos apalparam sendo feliz.
Dou por encerrada essa reflexão, mas com essa frase no ❤️
Terra adorada🎵
Entre outras mil
És tu, Brasil
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil
Pátria amada
Brasil! 🎶
By Andiara Oliveira