05/07/2026
ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO FLOQUINHO 🚨‼️
Sempre foi muito arisco. Às vezes vinha comer com os outros gatinhos da rua, mas nunca consegui tocar-lhe…
Quando ficou doente, estava mesmo muito fraco. Foi nessa altura que consegui pegar nele e levá-lo ao veterinário.
Enquanto esteve muito mal, conseguimos fazer quase tudo sem que ele tentasse atacar. E, durante esse tempo, deixou-me até dar-lhe mimos… coisa que nunca tinha permitido antes. 🤍
Mas, com o passar do tempo e à medida que foi melhorando, também foi voltando ao seu normal…
Agressivo. Com muito medo.
Na última semana, já bufava muito, rosnava e atacava com as unhas. Já nem conseguia colocar-lhe à frente o prato com o patê e o antibiótico sem correr o risco de ser atacada.
Atacou-me uma primeira vez nos braços… e eu comecei a ter medo.
Depois atacou-me outra vez.
E depois mais uma.
Já não conseguia continuar com as lavagens nasais, nem fazer mais nada em segurança… e também deixei de conseguir dar-lhe aqueles mimos que tantas vezes me permitiu enquanto esteve doente.
Mesmo com medo, ainda o deixei ficar até terminar o antibiótico.
Eu não podia desistir dele. Não agora. Não no final!!!
Depois de tudo o que ele já tinha passado e de tudo o que tínhamos feito para o salvar, eu precisava de levar o tratamento até ao fim.
A ferida fechou completamente. O antibiótico terminou.
E, com muita dor no coração, decidi devolvê-lo à rua.
Abri a porta… e ele decidiu ir embora.
Tinha esperança de que ficasse mais meigo. Que tivesse percebido que nós não somos assim tão maus e que podia confiar em nós.
Mas ele já é velhinho. Viveu muitos anos na rua, sempre a ser escorraçado pelas pessoas, e não confia em nós.
Abri a porta quando tive a certeza de que já não havia mais nada que eu conseguisse fazer por ele em segurança.
Eu fiz a minha parte. Nós fizemos a nossa parte. 🤍
Agora, ele anda por aí como sempre andou.
Vem e vai.
Uns dias vem comer, outros não.
Sempre foi assim.
E, nos dias em que não vem, quero acreditar que há outro bom coração, algures, que também lhe dá de comer e cuida dele à sua maneira. 🤍
Eu continuo a cuidar dele da única forma que ele me permite: à distância.
Talvez nunca queira uma casa. Talvez nunca queira colo. Mas, sempre que voltar, vai continuar a encontrar aqui comida e alguém que olha por ele. 🐾🤍