04/20/2022
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Bom dia, gentem! 🤩
Achava que esses estudos teriam bons resultados mas a ciência tem dessas coisas: nem tudo que parece se confirma ser a solução 😢
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OXITOCINA INEFICAZ no TRATAMENTO do AUTISMO
O neurocientista brasileiro, maior referência no estudo do autismo, colab do livro Propósito Azul (Amazon), Dr. Alysson Muotri, publicou no Facebook na última quinta-feira a notícia do spectrumnews:
“Uma forma intranasal do hormônio oxitocina não é mais ef**az do que o placebo no aumento dos comportamentos sociais em crianças autistas, de acordo com o que pode ser o maior ensaio clínico do tratamento até o momento.
Os resultados foram publicados hoje no The New England Journal of Medicine.
Por causa do papel da oxitocina no fortalecimento dos laços sociais, os pesquisadores a consideram como um candidato ao tratamento para o autismo por mais de uma década.
Pequenos estudos sugeriram que o hormônio pode melhorar as habilidades sociais de algumas pessoas autistas, como aquelas com níveis baixos de oxitocina no sangue ou bebês com síndrome de Prader-Willi, uma condição relacionada ao autismo.
Mas os novos resultados, baseados em 250 crianças autistas, sugerem que "a oxitocina, pelo menos em sua forma atual, provavelmente não é útil para a maioria das crianças com autismo", diz Evdokia Anagnostou, professora de pediatria da Universidade de Toronto, no Canadá, que não estava envolvido no novo trabalho.
Os resultados nulos “mudam as coisas”, diz a pesquisadora principal Linmarie Sikich, professora associada de psiquiatria e ciências comportamentais do Centro Duke para Autismo e Desenvolvimento do Cérebro em Durham, Carolina do Norte.
“A maioria das pessoas ainda achava que havia uma boa chance de que este fosse um tratamento para muitas pessoas com autismo”.
Este tipo de pesquisa está sujeito a viés de publicação, em que resultados não signif**ativos são menos prováveis de serem publicados do que resultados signif**ativos, diz Daniel Quintana, pesquisador sênior em psiquiatria biológica da Universidade de Oslo, na Noruega, que não esteve envolvido no estudo .